Tire suas dúvidas sobre os principais tipos de financiamento imobiliário
Tire suas dúvidas sobre os principais tipos de financiamento imobiliário

Tire suas dúvidas sobre os principais tipos de financiamento imobiliário

Por i9vale Imóveis12 de junho de 20188 min de leitura

Conquistar a casa própria é a materialização de um sonho. “Chegar lá” significa mais uma meta de vida alcançada. A fim de atingir esse objetivo é que existe o financiamento imobiliário, disponível para quem não tem todo o dinheiro para pagar à vista ou pretende dar outro destino a parte dessa verba.

O financiamento imobiliário não é nenhum bicho de sete cabeças. Contudo, exige atenção e, se você estiver atento, acertará. Continue a leitura, descubra quais são os principais tipos e tire suas dúvidas.

O que é financiamento imobiliário?

É um empréstimo concedido, por banco ou outro tipo de instituição financeira, a quem deseja comprar um imóvel. Com o dinheiro disponível, o comprador consegue quitar o bem. O valor emprestado será devolvido por meio de parcelas mensais com os juros já embutidos.

Quais as vantagens e desvantagens?

Para tomar a melhor decisão, separamos as vantagens e desvantagens do financiamento imobiliário. Os benefícios são:

Já as desvantagens ficam por conta das taxas administrativas e de adesão, os seguros e o fundo de reserva, que costumam acrescentar cerca de 20% ao valor das prestações.

Quais são os tipos de financiamento imobiliário?

Sistema Price

O Sistema Price tem como diferencial o valor das prestações, que continua igual durante todo o período do empréstimo. Assim, o montante da prestação que é dedicado ao pagamento dos juros diminui conforme a quitação vai ocorrendo.

Em contrapartida, a parte do valor que corresponde à amortização do empréstimo aumenta com o passar dos meses.

SAC

A principal característica do Sistema de Amortização Constante (SAC) é o abatimento da dívida em um valor único em todas as parcelas de quitação do empréstimo.

Deste modo, conforme a dívida vai sendo paga, considerando que os juros são obtidos a partir do saldo devedor, ocorre uma redução dos valores das prestações do financiamento.

SACRE

O Sistema de Amortização Crescente (SACRE) se configura como uma mistura do SAC com o Sistema Price, ou seja, o valor das prestações aumenta por um período e, ao chegar no seu “ponto máximo”, vai diminuindo até a quitação total.

Com a redução do preço das parcelas, fica mais confortável pagá-las com o passar dos meses.

SFH

O Sistema Financeiro de Habitação (SFH) é concedido pelo Governo Federal. Para conseguir esse tipo de financiamento imobiliário é preciso que o valor máximo de avaliação do imóvel seja de R$750.000,00, em São Paulo, Distrito Federal e Rio de Janeiro. Nos demais estados, o máximo é de R$650.000,00.

O prazo para quitar a dívida é de 35 anos, porém, o valor da parcela não pode comprometer mais de 30% da renda do comprador do imóvel.

SFI

O Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) também tem a ver com o Governo Federal. Foi criado para complementar o SFH. Entretanto, o risco é maior, pois os juros são variáveis e aumentam. Isso se deve por essa modalidade não exigir um valor máximo de avaliação do imóvel e nem um limite de renda que será comprometido.

O valor que é concedido ao comprador do imóvel varia de 80% a 90%, sendo o prazo para quitação da dívida de 420 meses.

Minha Casa Minha Vida

O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), criado em 2009 pelo Governo Federal, beneficia famílias com renda mensal de até R$1.600,00 e as com ganhos mensais que não ultrapassem R$5.000,00.

No primeiro caso, a família pode conseguir um financiamento de até 95% do valor total do imóvel e as taxas de juros são reduzidas. O comprador tem o prazo mínimo de 10 anos para pagar a dívida. Já no segundo, o governo não subsidia o valor da habitação, porém, os juros também são baixos e a quitação pode ocorrer em 30 anos.

Qual a renda mínima para financiar um imóvel?

Muita gente se perguntar sobre a existência de uma renda mínima para financiar um imóvel. No entanto, o fato é que não há um valor específico estipulado, mas sim um cálculo que considera uma série de variáveis e características, tanto do requerente quanto do próprio imóvel. Com isso, é possível obter uma proporção a respeito das parcelas.

Falando percentualmente, a maioria dos bancos exige que as prestações não excedam 30% da renda mensal do cliente. Vale lembrar que a composição dos rendimentos não inclui apenas o salário de quem está solicitando o financiamento imobiliária, mas também de qualquer morador economicamente ativo, como cônjuge, filhos, pais e assim por diante.

Como é feito o cálculo de renda mensal?

Como citamos no tópico anterior, embora não seja propriamente uma exigência legal, o princípio básico que bancos e instituições financeiras usam para liberar o financiamento imobiliário é essa espécie de “regra dos 30%”, pela qual as prestações não devem exceder tal percentual na renda mensal do requerente.

No entanto, o cálculo considera todas as pessoas que residirão na futura propriedade. Por isso, é possível somar o salário do requerente com o do cônjuge, se for o caso, bem como de filhos e outros parentes economicamente ativos. Nesse contexto, a entrada se torna ainda mais crucial, pois quanto maior for, menor o saldo devedor e, com isso, as parcelas.

Como é feita a comprovação da renda?

Não adianta ter várias pessoas morando na propriedade para fazer a composição da renda se não existirem maneiras de comprová-la, não é mesmo? Afinal, o banco ou instituição financeira precita de alguma garantia de o valor emprestado para a aquisição do imóvel, que não é pequeno, será devolvido nas condições estabelecidas em contrato.

Por isso, é fundamental que o requerente tenha formas de atestar sua capacidade de pagamento, até mesmo para saber para qual linha de crédito ele é elegível ou mesmo para algum programa do governo. Nesse sentido, é preciso apresentar as documentações exigidas, que podem variar se o cliente for autônomo ou contratado em regime de CLT.

Quais são os documentos necessários?

Os documentos necessários para fazer a composição de renda são exatamente aqueles que são relacionados com os recebimentos financeiros que o requerente tem. Para quem é contratado de uma empresa, no regime de CLT, o processo tende a ser mais simples, bastando apresentar os três últimos holerites para que a instituição tenha uma noção da média salarial.

Para os autônomos, o procedimento pode ser um pouco mais complexo, mas também é perfeitamente possível. Nesse caso, é recomendável caprichar mais nos comprovantes, utilizando recibos, contratos, Imposto de Renda e o DECORE (Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos), desde que ele seja emitido por um contador.

Que fatores influenciam no financiamento imobiliário?

Definitivamente, a renda mensal é um dos fatores de maior influência no financiamento imobiliário. No entanto, ele não é o único e existem muitos outros pontos que são observados na hora de definir a entrada, as prestações, as taxas de juros e até a aprovação. Enquanto alguns deles são relacionados com o cliente, outros dizem respeito à propriedade.

Quem já tem um relacionamento antigo com o banco, sendo correntista há muito tempo e com um histórico positivo, por exemplo, será aprovado com mais facilidade. O mesmo vale para quem tem um saldo robusto no FGTS, que pode ser usado em várias etapas. É possível usar o valor para o montante das parcelas ou mesmo quitar o saldo devedor.

Como funciona a avaliação do imóvel?

Logicamente, a avaliação do imóvel é um dos pontos que mais conta na hora de fazer o financiamento. De forma resumida, ela serve para definir como está a situação da propriedade, por meio de uma pesquisa detalhada da sua condição e estado, obrigatoriamente feita por um profissional, como um engenheiro, arquiteto ou corretor especializado.

Dessa maneira, será possível definir um valor justo a ser pago pelo comprador, bem como assegurar que a documentação esteja em sintonia com as exigências da lei e que a casa ou apartamento em questão apresenta boas condições de habitabilidade. Ao final, é emitido um laudo, que é um parecer técnico com uma visão mais aprofundada.

Quando vale a pena realizar financiamento imobiliário?

Agora, vamos elencar algumas situações que mostram que vale a pena realizar financiamento imobiliário. Acompanhe.

Quando você não quer mais morar de aluguel

Vale a pena realizar um financiamento imobiliário quando chega a hora na qual você não quer mais morar de aluguel. É um momento que surge na vida da grande maioria das pessoas, que não estão satisfeitas em serem inquilinos e desejam ter um imóvel próprio. Razões para isso não faltam e, nesse contexto, a aquisição por ser realmente vantajosa.

Por mais que a locação também tenha seus benefícios, fazer o investimento em algo que se tornará um patrimônio é altamente recomendável. Portanto, reflita com sua família sobre a possibilidade, dê uma olhada como andam os preços nas suas áreas de interesse e, definitivamente, conte com ajuda profissional para fazer a melhor transação.

Quando você conquistou capacidade financeira

Outro forte indicador que você está em um momento no qual efetivamente vale a pena buscar um financiamento imobiliário é quando você conquista mais capacidade financeira. Não importa se você recebeu uma promoção, se formou em nível superior ou simplesmente começou a vender mais na sua empresa: investir em propriedades será um caminho natural.

O mercado imobiliário é muito valorizado no Brasil e acaba sendo uma das escolhas mais recorrentes para aportar capital, seja pensando em construir patrimônio, lucrar com uma futura venda ou apenas viver em algo que é seu. Além disso, com um imóvel próprio, você pode fazer reformas e montar um home office, trabalhando sem sair de casa.

Quando você encontra condições facilitadas

Por fim, vale a pena realizar financiamento imobiliário quando você encontra condições facilitadas. Isso vale para instituições financeiras que apresentam melhores taxas de juros e também para oportunidades no próprio mercado imobiliário, com imóveis com valor abaixo do mercado e/ou com ótimo potencial de valorização.

Em todos esses contextos, financiar pode ser um grande caminho para o processo de aquisição. Priorize, por exemplo, prazos mais longos e não deixe de fazer simulações para entender como as prestações entrarão no seu orçamento. Não se esqueça que é possível utilizar o saldo do FGTS para amortizar as parcelas ou até mesmo liquidá-las.

Considerar as principais formas de financiamento imobiliário é o seu ponto de partida para tomar a melhor decisão. Faça um levantamento, escolha a alternativa que melhor se encaixa com o seu perfil e jamais abra mão de contar com uma boa imobiliária e seus corretores ao seu lado, que poderão fazer uma consultoria e direcioná-lo nas principais escolhas.

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